Drones são usados para buscar falhas nas plantações

Desenvolvidas para uso militar, as aeronaves não tripuladas ou “drones” (palavra em inglês que significa “zangões”) mudaram a forma de se fazer guerra no mundo, servindo para vigiar inimigos ou até mesmo bombardeá-los. Mas esses equipamentos têm se mostrado cada vez mais úteis também em missões pacíficas.

No Brasil, os drones ou vants (sigla de veículos aéreos não tripulados) começam a ser utilizados na agricultura. O país é um dos pioneiros na área, mas a falta de regras específicas para esses aparelhos tem dificultado o avanço da tecnologia.

Falhas nas plantações, áreas com excesso ou falta d’água e parcelas onde é preciso utilizar agrotóxicos são alguns dos problemas que os drones ajudam a localizar, ao tirar fotos dando rasantes sobre os plantios.

As imagens são utilizadas para formar um mapa das áreas. Os dados são então analisados com ajuda do computador e, assim, é possível agir exatamente onde há problemas.

A estratégia pode aumentar de 15% a 20% a produtividade da lavoura, afirma Adriano Kancelkis, diretor-presidente da AGX, empresa de São Carlos (SP) que vende drones para mapeamento agrícola.